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Não há mais como fugir dessa pergunta. Muitos podem dizer que ainda é cedo para isso, outros podem achar que é simplesmente ufanismo. Mas não é. Antes de darmos nossa opinião, veja a entrevista de Rubinho dada à Rede Globo logo após o final do qualifying para o GP de San Marino de F1.

Lida a entrevista, somos obrigados a refletir sobre o que vem acontecendo. Já nos primeiros treinos com a Ferrari, Rubinho bateu o recorde da pista de Fiorano. Andou bem nos treinos na Espanha e criou-se grande espectativa em torno de sua estréia na F1. Pois bem, Rubinho não decepcionou!

No primeiro treino oficial, tinha chances reais de brigar pela pole-position, mas acabou sendo atrapalhado por bandeiras amarelas. Mesmo assim, foi o 4º colocado. Na corrida, largando nitidamente com muito mais combustível do que Schumacher, fez uma corrida paciente atrás de Frentzen, sem se comprometer.

Após o 1º pit-stop, Rubinho voltou andando muito mais do que Schumacher, que depois afirmou que seu carro tinha problemas e, em poucas voltas, alcançou e ultrapassou o alemão. Logo depois, retornou aos boxes e teve que se contentar com a 2ª posição.

A explicação da Ferrari e do próprio Barrichello até que foi convincente, Rubinho fez um pit-stop mais rápido, voltou com menos combustível para superar o Frentzen. Mas, diante dos fatos que se seguiram a isso, tanto no Brasil como agora em San Marino, temos que perguntar? Rubinho realmente precisava retornar aos boxes para o 2º pit-stop? E, mesmo que a resposta fosse sim, não seria possível voltar a andar forte e alcançar novamente o alemão? Ficou bem nítido que Rubinho, após o 2º pit-stop, passou a andar mais lento.

Terminada a corrida, durante entrevista de Rubihno à Rede Globo, Schumacher passou por ele e brincou. Perguntado pelo repórter, o brasileiro respondeu: "claro, ele ganhou a corrida". Não haveria aí um desapontamento por ter sido, quem sabe, desautorizado a disputar a vitória com seu "companheiro" de equipe?

No Brasil, não restam dúvidas de que faltou sorte ao Rubinho no qualifying, com a ridícula queda das placas publicitárias, fazendo com que ele se contentasse novamente com o 4º lugar. Mas, na corrida, mais fatos estranhos.

Podem alguns dizer que Barrichello demorou a ultrapassar Mika Hakkinen, depois de ultrapassar Coulthard duas vezes. No entanto, Rubinho, enquanto esteve na pista, guiou de forma limpa, como de costume, ao contrário do que costuma fazer o alemão, que nem sempre é leal. Para quem ainda duvida, veja nosso link de fotos do alemão.

Só que a Ferrari, quem diria, quebrou! Supreendente, para um carro que aguenta o estilo de guiar do alemão que, às vezes, parece mais um motorista de caminhão, deixando de cabelos em pé pilotos como Alain Prost, Jackie Stewart, Emerson Fittipaldi e do nosso inesquecível Ayrton, caso ainda estivesse entre nós. Aliás, quem ainda não se lembra que o "Schumi" nem mesmo olhou para trás no momento da tragédia de Ímola e não hesitou em comemorar a vitória como se nada houvesse acontecido?

Pois é, a Ferrari de Barrichello apresentou problemas hidráulicos e o brasileiro foi obrigado a abandonar a prova. Só que o alemão teve o mesmo problema, o que todos perceberam, inclusive nosso Pedro Diniz, durante a transmissão da Globo, pensou que fosse apenas um problema de câmbio. No entanto, o alemão terminou a prova, graças ao trabalho de box da Ferrari, que estudou e conseguiu mantê-lo na pista. Porque não fizeram o mesmo com Rubinho que, inclusive, estava correndo em casa?

Agora, em Ímola, coisas estranhas voltam a acontecer. Rubinho, após um bom treino na sexta, não consegue acertar o carro para o qualifying. Veja reportagem. Tudo isso é apenas coincidência, uma tremenda maré de falta de sorte, falta de competência, ou Rubinho está sendo "brecado" ou, quem preferir, sabotado dentro da equipe, para favorecer Schumacher?

Nossa opinião está formada. O piloto alemão tem alta influência dentro da equipe, levou para a Ferrari todo o staff da Benetton e, demitiu John Barnard. Representa para a equipe e seus patrocinadores um investimento de US$40,000,000 por ano só em salários. É famoso por seu comportamento desleal (tanto que existe até uma página anti-schumacher na Internet) e por destruir seus companheiros de equipe, a ponto de quase provocar a morte de um deles na Benetton por ter a infeliz idéia de remover um anel do sistema de abatecimento, veja foto.

Não é impossível, portanto, que "Schumi" e seus companheiros na Ferrari estejam tentando impedir o confronto direto com Barrichello, fazendo com que o piloto viva mais um calvário, após tantos anos dirigindo carros ruins. Qual sua opinião a respeito do assunto? Deixe sua mensagem em nosso guest-book.

 

Marcello S. Moreno - Atibaia-SP - 08/04/2000.